Secretário-geral da ONU pede inclusão e igualdade para pessoas com síndrome de Down

Crianças no Zoológico de Brasília, em 2012, para um piquenique em comemoração ao Dia Mundial da Síndrome de Down. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr (arquivo)
Crianças no Zoológico de Brasília, em 2012, para um piquenique em comemoração ao Dia Mundial da Síndrome de Down. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr (arquivo)

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta sexta-feira (21) um melhor acesso e mais igualdade aos serviços de saúde para as pessoas com síndrome de Down.

“Muitas vezes, as pessoas com deficiência – incluindo aquelas com síndrome de Down – enfrentam o estigma, a discriminação e a exclusão”, disse Ban em uma mensagem para o Dia Mundial da Síndrome de Down, observado em 21 de março, com um foco especial neste ano na “Saúde e Bem-estar: Acesso e igualdade para todos”.

“A falta de participação plena e igualitária das pessoas com síndrome de Down afeta não apenas os indivíduos e suas famílias, mas a sociedade em geral”, ressaltou o secretário-geral.

A síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, é uma alteração genética causada por um erro na divisão celular durante a divisão embrionária. Os portadores da síndrome, em vez de dois cromossomos no par 21, possuem três. Não se sabe por que isso acontece.

Em alguns casos, pode ocorrer a translocação cromossômica, isto é, o braço longo excedente do 21 liga-se a um outro cromossomo qualquer. Mosaicismo é uma forma rara da síndrome de Down, em que uma das linhagens apresenta 47 cromossomos e a outra é normal.

Síndrome de Down não é doença

O preconceito e falta de informação ainda são comuns quando o assunto é a síndrome de Down. O erro mais frequente é achar que a síndrome é doença. O fato de uma pessoa nascer com um cromossomo 21 a mais, na verdade, não a torna doente, segundo os especialistas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) avalia que a incidência da síndrome de Down é de um em mil até um em 1.100 nascidos vivos em todo o mundo. Todo ano, cerca de 3 mil a 5 mil crianças nascem com a síndrome.

Ban Ki-moon observou que “para crianças e adultos com síndrome de Down, a igualdade de acesso aos serviços de saúde é fundamental para o seu empoderamento e participação plena”.

Isto foi reconhecido pelos Estados-membros da ONU no ano passado, durante a Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral sobre Deficiência e Desenvolvimento, e está em consonância com a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que reafirma que tal grupo populacional – incluindo aquelas pessoas com síndrome de Down – devem ter seus direitos humanos garantidos em pé de igualdade.

“A emergente agenda de desenvolvimento global pós-2015 oferece uma oportunidade vital para construir uma vida de dignidade para todos”, concluiu o chefe da ONU, pedindo “ações concretas para a inclusão de todas as pessoas com deficiência, inclusive aquelas com síndrome de Down”.

(ONU Brasil)

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