22 de setembro de 2017

Projeto Sala Verde ganhará novos conteúdos para melhorar resultados

 

Mão na Terra: ensino prático (foto: Giba/MMA)
Mão na Terra: ensino prático (foto: Giba/MMA)

Iniciativa promove o engajamento social, debates, formação de grupos de pesquisa e estudo relacionados à temática socioambiental

O projeto Sala Verde terá, este ano, uma consultoria técnica que permitirá a elaboração de novos conteúdos e de uma proposta pedagógica. A meta é desenvolvê-los de forma participativa com os coordenadores dos espaços, com o objetivo de preparar um curso a distância para o ano que vem. O curso contribuirá para a formação em educação ambiental dos gestores e ajudará em suas atuações locais.

Coordenado pelo Departamento de Educação Ambiental (DEA), do Ministério do Meio Ambiente (MMA), a iniciativa consiste no incentivo à implantação de espaços socioambientais para atuarem como potenciais Centros de Informação e Formação Ambiental. As últimas Salas Verdes foram cadastradas após o lançamento do edital de 2013. As novas receberam, em junho, o certificado e um kit com publicações, DVDs e livros do MMA e das unidades vinculadas, que também é enviado a todas as Salas Verdes do país.

O Sala Verde vem criando espaços que oferecem publicações e materiais e atuam como centros de informação, mobilização e formação ambiental. Atualmente, existem 358 unidades espalhadas pelo país. Somente no ano passado foram cadastrados 116 novos ambientes. Os espaços contribuem para democratizar o acesso à informação, além de ser um ambiente de encontro, reflexão e construção da ação socioambiental.


NA PRÁTICA

Cada Sala Verde é única. Não há um padrão pré-definido ou um formato modelo para as unidades. A instituição deve configurá-la considerando a identidade institucional e o público com que trabalha. Um exemplo é a Sala Verde Mão na Terra, existente desde 2007, que fica na via de ligação de Taguatinga e Samambaia (DF), e desenvolve diversas atividades pedagógicas no Sítio Geranium. 

A trilha ecológica permite conhecer o meliponário de abelhas nativas, horta de alimentos orgânicos, agrofloresta, sistema de captação e armazenamento das águas da chuva e sanitário compostável. A educadora ambiental Derlayne Roque, que atua na organização não governamental Mão na Terra, explica que a Sala Verde uniu o útil ao agradável, a teoria e a prática ao se instalar em um espaço que permite a educação ambiental na prática. 

PELO PAÍS

As instituições participantes do projeto estão distribuídas em quase todos estados e no Distrito Federal. Estão localizadas, em sua maioria, em prefeituras municipais, secretarias de meio ambiente, secretarias de educação, institutos federais e universidades, mas também em conselhos gestores de Unidades de Conservação (UCs) e organizações não governamentais. 

A região Sudeste possui o maior número de Salas Verdes no país, com o total de 128. Na região Sul são 87 Salas cadastradas e no Nordeste são 84 unidades. A região Centro-Oeste possui 35 Salas Verdes e a Região Norte 24 espaços. Em maio deste ano, a Secretaria de Meio Ambiente da Bahia, com apoio do MMA, realizou um encontro estadual de suas 42 Salas Verdes.

Para ter uma Sala Verde, as instituições interessadas devem participar dos editais lançados pelo DEA. No momento, não há previsão de lançamento de um novo edital, mas na página do projeto é possível cadastrar e receber um e-mail de aviso quando for lançada uma nova chamada. 

Saiba mais sobre as Salas Verdes aqui.

(Tinna Olveira – MMA)

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