22 de setembro de 2017

Vento a favor para as energias limpas no Brasil

Com o crescimento do país e da classe média na última década, a demanda por energia no Brasil aumenta numa média anual de 4,5%. É menos do que a China e Índia, cujo crescimento fica entre 8% e 10%, mas mais do que os Estados Unidos e Europa, onde essa cifra fica entre 2% e 3%, segundo dados da PSR, consultoria especializada em estudos energéticos.

Em 2018 Brasil produzirá mais do triplo de energia eólica. Foto: Banco Mundial/Mariana Kaipper Ceratti
Em 2018 Brasil produzirá mais do triplo de energia eólica. Foto: Banco Mundial/Mariana Kaipper Ceratti

“Num país com tantos recursos renováveis como o Brasil, é fundamental encontrar fontes complementares às hidrelétricas. A energia eólica tem todas as condições de atender a essa necessidade”, defende a presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Elbia Melo.

Os ventos que sopram no Brasil nem de longe produzem a mesma energia gerada em países como Alemanha, Espanha e Dinamarca, que têm em torno de 20% a 30% de eólicas na matriz. No maior país da América Latina, as eólicas correspondiam a apenas 1,6% da capacidade instalada de geração elétrica no Brasil em 2012 (ante 66% das hidrelétricas), segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

“É importante ressaltar que os países europeus tiveram crescimento brutal da energia eólica devido a políticas públicas específicas e subsídios para estimular o crescimento de fontes renováveis, além da falta de outras opções”, explica o diretor técnico da PSR, Luiz Barroso.

Aumentar essa participação no Brasil, porém, é questão de tempo. Até 2018, o país passará dos 4.5 gigawatts já instalados a 14.4 gigawatts (equivalentes a pouco mais da capacidade da polêmica hidrelétrica de Belo Monte, na Amazônia), de acordo com a ABEEólica. Esses números serão ainda maiores a depender do resultado de um leilão em 31 de outubro, realizados no Brasil há 10 anos.

“São necessários para promover a expansão das energias limpas no mundo todo, em especial nos mercados emergentes”, comenta a especialista em energia no Banco Mundial, Gabriela Elizondo. Para o certame de outubro, foram inscritos 1.034 projetos de fornecedores de energia, dos quais 626 eólicos, 400 solares e oito de biogás e resíduos sólidos urbanos, ofertando 26.3GW de capacidade instalada.

(ONU Brasil)

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