Encontro histórico na ONU debate os direitos dos povos indígenas

Tadodaho Sid Hill, líder da Nação Onondaga, em discurso de abertura da Primeira Conferência Mundial dos Povos Indígenas, reunião de alto-nível da Assembleia Geral da ONU. Foto: UN Photo/Mark Garten
Tadodaho Sid Hill, líder da Nação Onondaga, em discurso de abertura da Primeira Conferência Mundial dos Povos Indígenas, reunião de alto-nível da Assembleia Geral da ONU. Foto: UN Photo/Mark Garten

As decisões da primeira Conferência Mundial dos Povos Indígenas terão impactos concretos nas vidas de milhões de pessoas, afirmou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em seu pronunciamento de abertura do evento nesta segunda-feira (22). Os povos indígenas são 5% da população mundial e um terço da população rural mundial (de 900 milhões de pessoas) em condição de extrema pobreza.

Durante dois dias, a Conferência, que reúne mais de mil representantes dos povos indígenas, chefes de estado, autoridades das Nações Unidas e líderes de instituições nacionais de direitos humanos, vai debater as perspectivas e as práticas a serem adotadas para assegurar os direitos dos povos indígenas. Para o secretário-geral, o sucesso da iniciativa é parte integrante do progresso de toda a humanidade.

Avanços significantes foram alcançados desde a adoção da Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas da Nações Unidas em 2007; porém, estas populações continuam enfrentando muitos obstáculos na luta pelo direito à terra e aos recursos naturais.

No primeiro dia do evento em Nova York, os países-membros da ONU assinaram um documento que garante a renovação de seu compromisso à causa indígena e à Declaração da ONU e reafirmaram a cooperação com os povos indígenas para obter o consentimento livre, prévio e consciente dos povos indígenas antes da implementação de mudanças legislativas ou administrativas que possam afetá-los.

A Conferência terá três mesas redondas e um painel de discussão com representantes de entidades do sistema das Nações Unidas, a sociedade civil e instituições nacionais de direitos humanos e finaliza dia 23 de setembro.

(ONU Brasil)

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