Como será a gestão da água em 2040

arup_agua_ecobrasiliaArup publica estudo com previsões para a melhor utilização dos recursos hídricos nas grandes cidades

A Arup, empresa multidisciplinar de engenharia de projetos, publicou um estudo sobre cenários futuros para a gestão da água urbana em 2040, com o objetivo de auxiliar cidades de todo o mundo que enfrentam desafios de abastecimento e uso sustentável dos seus recursos hídricos como, por exemplo, São Paulo. Usando como referência Sydney, na Austrália, o relatório destaca diversas tendências sociais, econômicas, ambientais, políticas e tecnológicas que podem nortear o uso da água no futuro.

O estudo analisa como será o abastecimento de água em Sydney e em outras grandes cidades daqui a 25 anos, levando-se em conta o crescimento populacional, a escassez de recursos hídricos e as pressões orçamentárias contínuas. Alguns cenários para o futuro da cidade australiana são examinados, sendo que cada um prevê o movimento da indústria em uma nova direção, com várias oportunidades para clientes, infraestrutura e administração pública.

Uma parte desses cenários traz pequenas mudanças, como a introdução de produtos e serviços que utilizam a medição inteligente da água, monitoramento em tempo real, aplicativos de smartphones e tecnologias relacionadas.

Já outros sugerem transformações mais amplas, tais como a autogestão do abastecimento de água por comunidades locais, maior papel para a indústria privada na construção e operação de sistemas de água específicos, além de faturamento diferenciado do cliente.

Enquanto as tendências identificadas no estudo oferecem um panorama do futuro da gestão de água em grandes metrópoles, frente às pressões demográficas e econômicas, elas também avaliam as oportunidades dos serviços públicos de água na geração de energia e recuperação de recursos a partir de resíduos.

De acordo com Ricardo Pittella, diretor da Arup no Brasil, o estudo “traz uma grande contribuição no sentido de propor soluções criativas para uma gestão inovadora e eficiente de nossos recursos hídricos para as próximas décadas, orientando empresas e prefeituras a planejarem e realizarem mudanças em escala local e global”.

O estudo está disponível para download (em inglês) aqui.

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