Anistia internacional lança no Brasil nova edição da campanha mundial ‘Escreva por Direitos’

ecobrasiliaTodos os anos, no mês de dezembro, a Anistia Internacional organiza o maior evento de direitos humanos do mundo: a Maratona de Cartas Escreva por Direitos

Anualmente, milhares de pessoas participam da Maratona de Cartas: Escreva por Direitos, a maior campanha anual por direitos humanos no mundo. A iniciativa, promovida pela Anistia Internacional desde 2003, é uma grande manifestação do poder do protesto pacífico e da solidariedade, quando pessoas comuns ao redor do planeta são convidadas a se mobilizarem em apoio a ativistas e comunidades que têm seus direitos negados.

“Trabalhamos e vivenciamos todos os dias situações de tortura, intolerância, descaso, injustiças e ataques às liberdades individuais. A Maratona de Cartas representa um dos contrapontos mais poderosos a esta realidade: a solidariedade e a mobilização cidadã em defesa dos direitos humanos de todas as pessoas. Nós acreditamos que podemos tornar o mundo um lugar mais justo e queremos que as pessoas creiam que o poder para isto está nas mãos de cada um de nós”, afirma Atila Roque, diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil.

A Maratona de Cartas tem duas semanas de duração, quando voluntários assinam petições, escrevem cartas e planejam ações virtuais em benefício de casos de violações de direitos. No Brasil, seis casos emblemáticos ganham destaque, sendo quatro estrangeiros e dois brasileiros. Em 2014, a Maratona de Cartas: Escreva por Direitos irá mobilizar a sociedade para demandar:

  • A reparação para Sergio Silva, fotógrafo que perdeu um olho após ser atingido por um tiro de bala de borracha disparado da arma de um policial durante protesto em São Paulo antes da Copa do Mundo de 2014.
  • A titulação definitiva da terra para a comunidade quilombola do Charco, no Maranhão, que apesar de ocupar a área desde o século XIX, ainda não teve seu direito reconhecido e vive sob ameaças.
  • A investigação completa e independente das denúncias de tortura contra Daniel Quintero, 21 anos, que foi brutalmente espancado por membros da guarda nacional da Venezuela ao ser detido quando voltava para casa depois de uma manifestação.
  • A libertação de Chelsea Manning, ex-militar norte-americana que está cumprindo uma sentença de 35 anos de prisão depois de ter vazado material confidencial do governo, entre eles, violações de direitos humanos e do direito humanitário, para o site WikiLeaks.
  • O oferecimento da devida indenização e de assistência médica às vítimas de Bhopal, na Índia, que continuam esperando justiça pelo vazamento de gás de 1984, desastre que matou mais de 22 mil pessoas e causou danos à saúde em meio milhão.
  • A revisão das leis na Noruega, que não permitem que pessoas transgêneros, como John Jeanette alterem seu gênero legal sem ter que se submeter a cirurgia de mudança de sexo.

Para participar dessa ação, visite este link aqui.

 

Resultados de Maratona de Cartas

A primeira Maratona de Cartas da Anistia Internacional ocorreu há 11 anos na Polônia. Desde então, a campanha cresceu. Somente em 2013, ativistas de 140 países realizaram mais de 2,3 milhões de ações.

Após a campanha do ano passado, foram libertados três ativistas, no Camboja e na Rússia, sobre os quais as autoridades haviam recebido dezenas de milhares de cartas e petições de participantes da maratona.

Um deles foi a ativista cambojana pelo direito à moradia Yorm Bopha, presa em 2012 por protestar contra as remoções forçadas que eram realizadas em sua comunidade.

Após ser libertada, Yorm Bopha disse: “Agradeço aos participantes mobilizados pela Anistia Internacional. A campanha foi um sucesso, como demonstra a minha libertação. Trabalhando todos e todas juntos podemos obter muitas conquistas”.

Os ativistas russos Vladimir Akimenkov e Mikhail Kosenko também foram libertados em 2013, depois da pressão dos ativistas. Eles haviam sido detidos junto com um terceiro ativista, Artiom Saviolov, acusados de participar de “distúrbios em massa” por terem se manifestado pacificamente na praça Bolotnaya de Moscou em maio de 2012. Saviolov continua na prisão, mas deve ser libertado ainda este ano.

(com informações da Anistia Internacional Brasil)

Compartilhe!

Veja mais notícias

error: Conteúdo protegido.