Melhoria de gestão operacional é fundamental para reduzir desperdício de água

brasilia sustentávelPara a Apecs, é preciso monitorar toda a rede de abastecimento

Um modelo de gestão eficaz contribui para reduzir significativamente as perdas de água no sistema de abastecimento, sobretudo em tempos de crise hídrica. Na Europa, a região de Lisboa, por exemplo, tem índice de 7,9% de perdas, graças a um sofisticado controle. O indicador é bem inferior ao da média brasileira (40,7%) e mesmo do Estado de São Paulo (24,7%).

“Para diminuir as perdas, primeiro você tem que conhecer muito bem o seu sistema de abastecimento e ter toda a rede monitorada por meio de dispositivos de controle. Infelizmente, cerca de 95% dos municípios brasileiros não têm um cadastro de rede completo e confiável”, explica Luiz Roberto Gravina Pladevall, presidente da Apecs (Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente).

Pladevall afirma que a Epal, empresa do Grupo Águas de Portugal responsável pelos serviços de abastecimento, implantou um sistema com Distritos de Medição e Controle (DMC). “São áreas pequenas de rede de abastecimento com um medidor de vazão na entrada dessa rede”, esclarece. Segundo ele, o Centro de Controle Operacional da empresa consegue detectar quase que instantaneamente problemas de perdas de água, acionando os serviços de reparos e reduzindo o desperdício.

“Trata-se de um investimento grande, mas os municípios podem recuperar esses recursos com a melhoria do sistema. Quando você reduz perdas, reduz também gastos com energia e produtos químicos, entre outros insumos que fazem parte do sistema de abastecimento de água”, diz o presidente da associação, fundada em 1989, e que congrega cerca de 40 das mais representativas empresas de serviços e consultoria em Saneamento Básico e Meio Ambiente com atuação dentro e fora do país.

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