Mais de 600 objetos espaciais reentraram na atmosfera em 2014

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Chefe da ESA disse existir um grande número de satélites em órbita, que não são dotados propulsores e que estão abandonados há 25 anos (Divulgação/AEB)

Queda de lixo espacial foi maior em 2014 do que em anos anteriores em função do pico de atividades solar

Mais de 600 satélites fora de serviço, estágios de foguete e outros objetos resultantes de atividades espaciais reentraram na atmosfera em 2014. Ao todo, foram mais de 100 mil quilos de lixo espacial que não causaram vítimas ou danos materiais.

A informação foi divulgada pela Agência Espacial dos Estados Unidos, a Nasa, na 52ª reunião do Subcomité Científico e Técnico do Comité de Espaço das Nações Unidas (Copuos), encerrada na sexta-feira (13) em Viena (Austria).

A queda de lixo espacial foi maior em 2014 do que em anos anteriores em função do pico de atividades solar, que expandiu a atmosfera terrestre que capturou instrumentos inativos, que de outra forma continuariam em órbita.

O efeito solar provocou uma leve redução no número de fragmentos que medem 10 centímetros de diâmetro ou mais, que giram em órbita baixa, segundo informou a Nasa.

Embora tenha reduzido o número de objetos no espaço, a quantidade de lixo espacial, que resulta das atividades desenvolvidas por vários países continua aumentando, chegando a mais de seis mil toneladas no final do ano passado. O volume era de cinco toneladas em 2005.

O encontro em Viena foi uma oportunidade para que as agências espaciais avaliem as ações e tecnologias que estão adotando com vistas a diminuir o acumulo de lixo ao redor do planeta.

Holger Krag, chefe do escritório de Resíduos Espaciais da Agência Espacial Europeia (ESA), disse existir um grande número de satélites em órbita, que não são dotados propulsores e que estão abandonados há 25 anos.

(com informações da Agência Espacial Brasileira)

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