Insa lança manuais on-line sobre recuperação de áreas degradadas

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(Divulgação)

Publicações gratuitas poderão auxiliar agricultores, pesquisadores e técnicos no combate à desertificação no Semiárido brasileiro

O Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCTI) lançou o “Manual Metodológico Práticas Mecânicas, Físicas e Biotecnológicas de Manejo e Recuperação de Áreas Degradadas em Condições Semiáridas” e a cartilha “A Desertificação”.

Acesse o manual metodológico e a cartilha de desertificação.

As publicações são práticas e funcionam como manuais para agricultores e técnicos. Disponíveis para download gratuito, contém ilustrações e escrita com linguagem acessível, além de apresentarem diversas tecnologias de prevenção, controle, manejo e recuperação dos solos.

As publicações surgem a fim de auxiliar agricultores e pesquisadores no combate à desertificação em áreas do semiárido. Com o auxílio das tecnologias sociais, é possível reverter este processo, que impacta na realidade social e econômica da região.

Divisão temática

O manual metodológico apresenta e orienta a produção de cinco grandes tipos de tratamentos de manejo e recuperação de áreas degradadas: tratamentos para regulação de fluxos hídricos; tratamentos para aumento da infiltração; obras lineares de controle em encostas e taludes; tratamento de regulação de fluxos hídricos em voçorocas e, por fim, tratamento de controle e estabilização de encostas.

Desertificação e Semiárido 

A desertificação é um tipo de degradação ambiental passível de ocorrer nas zonas de clima seco de todo o mundo. No Brasil, foram identificados 1.488 municípios que sofrem com este processo.

O fenômeno ameaça a segurança alimentar nacional, pois reduz continuamente a superfície das terras agricultáveis, reduzem o rendimento das culturas agrícolas e deslocam as pessoas do campo para novos territórios em busca de uma melhor qualidade de vida.

Devido à ação humana, existem áreas que sofrem mais com estes impactos. São os chamados “Núcleos de Desertificação”. Nestes locais observam-se áreas com grandes manchas desnudas, com presença ou não de cobertura vegetal rasteira e sinais claros de erosão do solo.

O desmatamento é uma das práticas que mais colaboram para a degradação das terras, expondo os solos ao sol, à água e ao vento, favorecendo a erosão.

Soluções

Para combater o processo de desertificação é necessário eliminar não apenas as consequências (erosão, salinização, assoreamento de rios e açudes), mas principalmente as causas. É preciso mudar o comportamento ambiental, econômico e cultural da sociedade em que vivemos.

De acordo com pesquisador do Insa, Alexandre Bakker, é urgente que “as pessoas tomem consciência da importância da conservação do solo no contexto das mudanças climáticas”. Para ele, isso só se dará a partir da educação, sendo contextualizada ou não.

“O melhor trabalho de combate à desertificação parte de conscientizar os agricultores, oferecer educação de qualidade e montar experimentos de pesquisa e recuperação em núcleos de desertificação”, conclui.

Partindo do âmbito da pesquisa, o Insa vem desenvolvendo ações voltadas ao controle, capacitação, conscientização e prevenção do avanço desse processo e, quando possível, recuperando áreas degradadas para uso produtivo.

Estudos indicam que a combinação de técnicas de controle de erosão e reflorestamento, com enfoques integrados de uso múltiplo ao nível de propriedades e microbacias, permite resultados satisfatórios no combate à desertificação.

(com informações do Instituto Nacional do Semiárido)

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