19 de novembro de 2017

Governos precisam incentivar pesquisas que aumentem a eficácia do uso de água na agricultura, diz associação

sustentabilidade no df
A irrigação por gotejamento foi originalmente desenvolvida em Israel para a prática em regiões com pouca disponibilidade de água (Foto: Divulgação)

Cerca de 60% da água utilizada em projetos de irrigação é desperdiçada por fenômenos como a evaporação. Redução de 10% nas perdas seria capaz de abastecer o dobro da população mundial dos dias atuais.

Levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que aproximadamente 70% de toda a água disponível no mundo é utilizada para irrigação. Reconhecido como um dos maiores produtores mundiais de alimentos, o Brasil precisa buscar novas técnicas para melhorar a gestão dos recursos hídricos diante da escassez de água. “Os governos precisam incentivar as pesquisas que aumentem a eficácia do uso de água na agricultura”, defende Luiz Roberto Gravina Pladevall, presidente da Apecs (Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente), entidade que congrega cerca de 4o empresas com atuação dentro e fora do país. 

As perdas no setor ainda são grandes, conforme aponta estudo da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês). Segundo a instituição, cerca de 60% da água utilizada em projetos de irrigação é desperdiçada por fenômenos como a evaporação. O órgão aponta ainda que uma redução de 10% nas perdas seria capaz de abastecer o dobro da população mundial dos dias atuais.

“Israel já desenvolveu tecnologia capaz de reduzir em 30% o uso de água na agricultura”, aponta Pladevall. Segundo o dirigente, o país conseguiu criar sistemas alternativos de irrigação por gotejamento, que proporcionaram uma grande economia de água. Israel também conta com histórico de reuso da água. Hoje, mais de 40% dos recursos hídricos da agricultura naquele país vem da água de reuso.

“É claro que as técnicas israelenses de gotejamento, por exemplo, podem necessariamente não atender às demandas brasileiras. O que defendemos é que a gestão de recursos hídricos deve ser intensificada no setor agrícola. Caso contrário, corrermos sérios riscos de aumento de custos da produção no agronegócio, além de quebra de safras”, afirma Pladevall.

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