19 de novembro de 2017

Aumentar representatividade dos negros no poder é o principal desafio, diz ministra

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Reduzir a morte violenta de jovens negros e pobres é um desafio para o Brasil, e o Estado deve estar atento ao problema. O assunto foi abordado nesta quinta-feira (14/5) em comissão geral, na Câmara dos Deputados, que contou com a presença da ministra da Secretaria da Igualdade Racial (Seppir), Nilma Lino Gomes. (Foto: Marcelo Camargo – Agência Brasil)

Ao participar nesta quinta (14) de debate em comissão geral, na Câmara dos Deputados, a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Nilma Lino, disse que o desafio mais importante, para o governo e para a sociedade brasileira, é aprovar políticas de superação da mortalidade da juventude negra e elevar a representatividade dos negros nas diversas esferas de poder.

Segundo a ministra, o êxito para superar os desafios depende de parcerias com os movimentos sociais, com o Legislativo e com os demais ministérios. Ela acrescentou que as parcerias permitirão que a diversidade da população negra “seja representada nos mais diversos setores da sociedade”.

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) se manifestou sobre os temas citados por Nilma. Segundo ele, a representatividade da juventude negra é essencial “para que o Brasil garanta direitos humanos e a vida da nossa juventude”. “Considero que o que se faz hoje no Brasil é um verdadeiro genocídio contra nossa juventude. Precisamos implementar políticas públicas que impeçam essa violação”, acrescentou.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) defendeu a necessidade de contemplar a diversidade brasileira na tomada de decisões no país. “Esse plenário [da Câmara] é desigual e está distanciado do rosto real da nação brasileira. Temos um plenário e um poder que são brancos, [do sexo] masculino e ligados a uma classe social e, do lado de fora, nas periferias urbanas, temos os negros e negras”.

Durante sua exposição na comissão geral, a ministra Nilma Lino apresentou as ações de sua pasta e as proposições que considera prioritárias na agenda legislativa da Câmara dos Deputados. Entre elas está o Projeto de Lei 7103/2014, que propõe a inclusão do quesito cor ou raça nos prontuários, registros e cadastramentos do Sistema Único de Saúde (SUS). Outro item é a rejeição à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215/2000, que transfere ao Congresso Nacional a competência para demarcação de terras indígenas, quilombolas e unidades de conservação.

A ministra também apoia o Projeto de Lei 932/2015, que estabelece cota para representação de afrodescendentes na publicidade governamental.

(com informações da Agência Brasil)

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