15 de novembro de 2017

Mundo terá 11 bilhões de habitantes em 2100, indica novo estudo da ONU

Mundo terá 11 bilhões de habitantes em 2100, indica novo estudo da ONU

Brasil segue na contramão da tendência mundial em consequência do baixo índice de fertilidade no país. Segundo o estudo, comparado ao patamar atual, número de população do país será inferior em 2100

Estima-se que a população mundial alcançará 8,5 bilhões em 2030, 9,7 bilhões em 2050 e passará os 11 bilhões em 2100. Segundo as novas projeções, a Índia ultrapassará a China como ao país mais populoso do mundo em apenas sete anos e a Nigéria tomará o lugar dos Estados Unidos como o terceiro maior país do mundo em 35 anos, revelou o relatório da ONU divulgado nesta quinta-feira (29).

Atualmente listado como quinto país mais populoso do mundo, as projeções de crescimento para o Brasil, no entanto, são negativas em consequência ao baixo índice de fertilidade do país, um dos menores, junto à China, Estados Unidos, Federação Russa, Japão e Vietnã. O Brasil contabiliza hoje 207.848 habitantes e estima-se que alcançará 228.663 habitantes em 2030, 238.270 em 2050, mas reduzirá para 200.305 em 2100. Essa queda em nascimentos levará o país a ocupar a sétima posição em 2050 e a 13° em 2100.

O documento Revisão da Projeção Mundial 2015, produzido pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, indica que no período entre 2015 e 2050, metade do crescimento da população mundial deve concentrar-se em nove países: Índia, Nigéria, Paquistão, República Democrática do Congo, Etiópia, Tanzânia, Estados Unidos, Indonésia e Uganda.

Mais da metade do crescimento populacional nos próximos 35 anos deve ocorrer na África, com a projeção que a população de 28 países dobre e, que até 2100, 10 nações africanas – Angola, Burundi, República Democrática do Congo, Malauí, Mali, Níger, Somália, Uganda, Tanzânia e Zâmbia – multiplique cinco vezes o seu número de habitantes.

“A concentração do crescimento da população nos países mais pobres apresenta um conjunto de desafios, deixando ainda mais difícil erradicar a pobreza e a desigualdade, combater a fome e a desnutrição e expandir a matrícula nas escolas e sistemas de saúde, tudo isso crucial para o sucesso da nova agenda de desenvolvimento sustentável”, disse o diretor da divisão de População da ONU, John Wilmoth.

Acesse o relatório aqui.

(com informações da ONU Brasil)

 

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