15 de novembro de 2017

MMA e UnB produzirão mudas do Cerrado

Rodrigues: quantidade de mudas é pequena (Foto: Paulo de Araújo/MMA)
Rodrigues: quantidade de mudas é pequena (Foto: Paulo de Araújo/MMA)

Região tem 11 mil espécies nativas, entre herbáceas e lenhosas. Pesquisa constatou que apenas 123 são reproduzidas em 32 viveiros.

Brasília terá, ainda este ano, o primeiro laboratório de certificação de espécies nativas do Cerrado no Brasil. O projeto foi implantado com a participação da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU) do MMA e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).

O laboratório será gerido pelo Centro de Referência em Conservação da Natureza e Recuperação de Áreas Degradadas da Universidade de Brasília (CRAD-UnB). Os recursos foram utilizados na compra de equipamentos, tais como estufa, contador de sementes, homogeneizador de amostras uniformes, germinador, soprador e destilador.
 
Gargalo
Na ação de recuperação de áreas degradadas, há um gargalo muito grande em relação à produção de sementes e mudas de espécies nativas do Cerrado. “Temos uma parceria grande com a Rede de Sementes do Cerrado, que faz o mapeamento de produtores de sementes e de mudas para comercializar, mas a quantidade é reduzida”, explica José Roberto Rodrigues Pinto, professor do Departamento de Engenharia Florestal da UnB e Diretor Administrativo do CRAD-UnB.

A proposta é criar no local um centro de certificação de sementes nativas do Cerrado, e os equipamentos recebidos serão utilizados para estruturar dois laboratórios: o de Tecnologia de Sementes e Biotecnologia; e o de Sementes Florestais e Cultura de Tecidos. Eles serão utilizados para micropropagação – produção de mudas por estaquia, que consiste no enraizamento de estacas selecionadas e por cultura de tecido – e para análise e certificação de sementes.

Segundo o professor, foi feita uma pesquisa de quantas espécies nativas produziam mudas nos viveiros do Distrito Federal. Foram constatadas 123 espécies em 32 viveiros entrevistados. “Mas o Cerrado tem mais de 11 mil espécies nativas, entre herbáceas e lenhosas”, salienta. “Os laboratórios que estão sendo implantados no CRAD da UnB ajudarão a suprir essa lacuna.”
 
O apoio ao CRAD começou há muito tempo, antes mesmo de o Centro existir. Em 2006, com o objetivo de promover a recuperação de áreas degradadas, o MMA, por intermédio do Departamento de Florestas (DFLOR) e do Departamento de Revitalização de Bacias Hidrográficas (DRB), e o Ministério da Integração Nacional, por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), no âmbito do Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, criaram quatro Centros de Referência em Recuperação de Áreas Degradadas (CR-ads).

(com informações do Ministério do Meio Ambiente)

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