22 de setembro de 2017

Drones, aliados na proteção ambiental

Drones, aliados na proteção ambiental

Tecnologia já é usada pela Rede WWF há 8 anos na África e na Ásia para fiscalização e monitoramento de espécies ameaçadas

Os drones  – apelido informal para todos e quaisquer objetos voadores não tripulados – têm um grande potencial para ações de proteção do meio ambiente como, por exemplo, no mapeamento de áreas protegidas, monitoramento da biodiversidade, e no combate a incêndios florestais, à caça e à exploração dos recursos naturais. A Rede WWF já está utilizando a tecnologia no monitoramento de rinocerontes e elefantes em países africanos, com resultados muito positivos.

Para o analista de conservação do WWF-Brasil, Marcelo Oliveira, esse tipo de equipamento não está sendo usado no Brasil porque existem regras de importação que deixam o equipamento muito caro e o Estado ainda não priorizou essa tecnologia. “Mas há experiências interessantes como a da Embrapa, que há vários anos trabalha com a tecnologia de drones para agricultura de precisão. Agora estamos apoiando o governo, especialmente as agências ambientais, para usar essa tecnologia para a conservação”.

Uso e regulamentação
Em junho, o WWF, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Universidade Federal de Goiás realizaram em conjunto um workshop em Brasília com o objetivo de discutir o uso de drones para as ações de conservação da natureza. “Podemos usar no cerrado, no monitoramento de fogo, ajudando as brigadas de incêndio, tanto antes quanto depois; para a fiscalização de desmatamento, da caça, da pesca, para o manejo florestal, monitoramento de fauna e plantas invasoras, e muitas outras. Inicialmente nós vamos priorizar o Cerrado e a Amazônia, junto com o Instituto Chico Mendes”, diz o analista. As instituições que promoveram o workshop já têm três modelos de veículos aéreos não-tripulados (Vant), mas apenas um tem permissão de voar. O modelo Nauru 500, com autonomia de 4 horas de voo e alcance de 80 km, é utilizado pelo ICMBio no monitoramento completo do Parque Nacional Pau Brasil, resquício de Mata Atlântica na Bahia. Os outros dois Vants só têm sido usados em testes em uma área delimitada do interior de Goiás e aguardam pela regulamentação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), prevista para ocorrer em breve.

>>>Leia também: Agricultura inteligente: Robôs, drones e novos softwares automatizam a lavoura

Segundo Oliveira, os drones são também uma solução e podem ser adaptados a diferentes tipos de condições e paisagens, tudo feito de forma mais rápida, mais barata e mais refinada que o método tradicionalmente utilizado, de enviar um grupo de pesquisadores a bordo de um avião.

 

Imagem captada por Ecodrone na região do Mosaico Sertão Veredas Peruaçu  © WWF-Brasil
Imagem captada por Ecodrone na região do Mosaico Sertão Veredas Peruaçu
© WWF-Brasil

 

Drone Nauru, utilizado pelo ICMBio (Foto: Divulgação/ICMBio)
Drone Nauru, utilizado pelo ICMBio (Foto: Divulgação/ICMBio)

 

(ECO Brasília, com informações da Rádio Nacional de Brasília, WWF e ICMBio – Foto Capa: Drone fins recreativos  – Creative Commons – CC BY 3.0 – Dkroetsch / Wikmedia Commons )

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