15 de novembro de 2017

Desmatamento na região da Amazônia Legal cai 82% em 10 anos

(Divulgação EBC)
(Divulgação EBC)

Entre agosto de 2013 e julho de 2014, desmatamento teve queda de 15%, o equivalente a 5.891 km²; número confirma a segunda menor taxa de desmatamento registrado na região desde 1988

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, e a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, divulgaram, na sexta-feira (14), o relatório com a taxa anual de desmatamento na área da Amazônia Legal. Segundo o documento, nos últimos 10 anos, a taxa caiu para 82%. Entre agosto de 2013 e julho de 2014, teve uma queda de 15%, o equivalente a 5.891 km².

Este valor confirma a segunda menor taxa de desmatamento registrado na Amazônia Legal desde que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) começou a medir, em 1988.

Segundo Izabella Teixeira, para um país continental como Brasil, uma meta de redução é muito importante e “chegaremos ao desmatamento ilegal zero na Amazônia Legal”.

“Este é mais um passo no nosso compromisso de preservação do meio ambiente e de reflorestamento de áreas degradadas. É uma marca importante. Mas precisamos trabalhar ainda mais para acabar com o desmatamento ilegal”, disse a ministra.

A medição é feita entre os meses de agosto e julho porque compreende o chamado “calendário do desmatamento”, relacionado com as chuvas e atividades agrícolas na região, que abrange os estados do Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roariam e Tocantins. O mapeamento faz parte do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes), sistema oficial de medição que analisa 214 imagens de satélite.

Na última década, os estados que mais reduziram a taxa de desmatamento foram Mato Grosso (-91%), Rondônia (-82%) e Pará (-79%). Os que menos reduziram foram Acre (-58%), Amapá (-33%) e Roraima (-30%). No último período analisado (2013-2014), estes estados foram os únicos que registraram aumento da área desmatada.

Izabella Teixeira afirmou que o desmatamento no Acre é pequeno em termos absolutos e envolve causas como assentamentos rurais e agricultura de subsistência e entre outros tipos de desmatamento, alguns legais. Falou, também, que é o fenômeno de urbanização, que acaba ampliando o desmatamento, como o caso dos estados de Amapá e Roraima.

Em relação às taxas de desmatamento do Mato Grosso, Izabella explica que é o maior produtor de soja do País e há uso do solo para o agronegócio. Entretanto, existe a iniciativa em que de 98% a 99% da soja têm origem não relacionada ao desmatamento da Amazônia.

No Estado do Pará, a ministra afirmou que existe muita grilagem, mas que o governo combate com o programa Terra Legal para regularização fundiária.

(com informações do Portal Brasil e Inpe)

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