19 de novembro de 2017

PNUMA anuncia novo dispositivo de baixo custo que pode revolucionar o controle de qualidade do ar

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O inovador dispositivo de medição da qualidade do ar deverá custar até 100 vezes menor do que as soluções existentes. Foto: UNEP

A cada ano, a poluição causa 7 milhões de mortes prematuras em todo o mundo. O novo aparelho ampliará o monitoramento do ar atmosférico, principalmente em países em desenvolvimento, ajudando a reverter esse quadro.

Um dispositivo capaz de medir a qualidade do ar com um custo 100 vezes inferior as soluções atuais. A invenção foi anunciada na segunda-feira (31), em Nairóbi (Quênia), na sede do Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA), oferecendo a possibilidade de revolucionar o controle de qualidade do ar em países em desenvolvimento e, consequentemente, ajudando a prevenir mortes decorrentes da poluição.

O aparelho, capaz de reunir todos os parâmetros vitais da qualidade do ar, custará em torno de 1.500 dólares por unidade, permitindo aos governos estabelecer uma rede móvel e estática de pontos de controle por cerca de 150 mil a 200 mil dólares. Atualmente, este orçamento é utilizando para estabelecer apenas um posto de monitoramento.

O PNUMA disponibilizará o projeto detalhado publicamente, para que governos e organizações possam fabricar suas próprias unidades, criando oportunidades de inovação, desenvolvimento de negócios e criação de trabalho verde.

“Todos os anos, a poluição do ar causa 7 milhões de mortes prematuras em todo o mundo”, disse o diretor executivo do PNUMA, Achim Steiner, explicando que a maioria dos óbitos são preveníveis. “Sabemos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que 88% das mortes relacionadas à poluição atmosférica ocorrem em países de baixa e média renda. No entanto, são estes mesmos países em desenvolvimento que, tipicamente, carecem de acesso a dados sobre a qualidade do ar.”

Atualmente, a plataforma do PNUMA permite o monitoramento em tempo real da qualidade do ar em cerca de 2 mil estações em todo o mundo. Apenas algumas, no entanto, estão localizadas em países em desenvolvimento e sua instalação e calibragem variam. O novo aparelho permitirá fechar essa lacuna de dados e contribuirá para a padronização de levantamento de dados.

(com informações da ONU Brasil)

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