13 de dezembro de 2017

“Até 2017 não haverá racionamento de energia elétrica no Brasil”

Altino Ventura Filho (Foto: MME)
Altino Ventura Filho (Foto: MME)

Nova previsão do Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME, Altino Ventura Filho, foi anunciada em São Paulo

As análises, projeções e definições sobre as perspectivas atuais e futuras do setor elétrico brasileiro deram o tom do primeiro dia de seminários da 13ª edição da Latin American Utility Week (Lauw), iniciado na terça-feira (23), no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP). O evento reúne empresas de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia, água e gás, gerenciamento de recursos energéticos e hídricos, redes e cidades inteligentes da América Latina.

Uma das projeções que mais chamou atenção do público foi anunciada pelo Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho. Segundo ele, “o suprimento de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (Geração) está assegurado no triênio 2015/2017, não sendo estatisticamente visualizados déficits ou racionamentos neste período”.

Entre as razões atribuídas pelo secretário para garantir o abastecimento energético está a previsão de expansão na capacidade energética de 9,6 GW e 7,7 GW para os próximos dois anos em usinas que estão em fase final de construção e fora das regiões com hidrologias favoráveis. Segundo ele, esta expansão terá um crescimento superior à carga.

“Até agora o país conseguiu expandir suas capacidades energéticas; o desafio será daqui para a frente, pois teremos que rever determinadas questões para continuarmos a expansão. Uma delas é utilizar mais carvão na matriz para a produção de energia. Acredito que é possível que ainda nessa década, este mineral torne-se mais importante do que o petróleo na nossa matriz energética”, ressalta.

Desafios – Durante a manhã do primeiro dia, autoridades do setor participaram de uma mesa redonda para avaliar os principais desafios que o setor nacional de energia está enfrentando. Para o presidente da Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica (ABCE), Alexei Macorin Vivan, “os investimentos no setor elétrico aguardam um momento mais claro e seguro na economia para serem efetivados. Devemos discutir para onde o setor caminha, o que precisa ser mudado e quais revisões são necessárias para a melhoria do atual modelo. Temos uma série de alterações que aconteceram e agora é o momento de analisarmos o que está compensando ou não”.

O vice-presidente de Operações da CPFL Energia, Luis Henrique Ferreira Pinto, acredita na potencialidade das fontes eólica e de gás natural na matriz energética, além do uso de tecnologia. “A matriz brasileira se tornará mais complexa, tendo a energia eólica e gás natural com grande destaque na expansão. Além disso, o desenvolvimento das redes inteligentes será um processo inevitável e viabilizará novas tecnologias para a rede elétrica. Até 2030, 61% das companhias terão medidores inteligentes, o setor experimentará algo novo que ainda não tinha nas últimas décadas, que é a questão da automação”.

Já para o diretor-ouvidor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone, apesar da previsão de o setor fechar o ano com 140 mil MW instalados, ainda são necessários alguns ajustes que devem ser sanados nos próximos anos. “Os desafios que o setor precisa enfrentar na questão da distribuição de energia são equacionar o ajuste do GSF, atrasos em empreendimentos de geração, equilibrar cronogramas e linhas de transmissão (prever nos inícios dos trabalhos quais fatores podem influenciar no cronograma), tratamentos diferenciados de projetos estruturantes, adequação de riscos e retornos e definição clara de riscos”, enfatiza Pepitone.

(com informações da assessoria de imprensa do evento)

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