Médicos veterinários voluntários ajudam a tratar de animais resgatados da lama em Mariana (MG)

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Alguns animais passaram dias na lama à espera de resgate (Divulgação/CFMV)

Em meio ao cenário de caos e tristeza causado pelo rompimento de uma barragem de mineração em Mariana (MG), médicos veterinários voluntários levam alento a centenas de animais resgatados na tragédia. No distrito de Bento Rodrigues, um dos locais mais afetados, uma estrutura com divisórias e baias reúne mais de 200 animais entre cães, gatos, galinhas, gansos, patos, bois, porcos e cavalos. Após passarem dias atolados na lama à espera do resgate, eles chegaram ao Centro de Recolhimento debilitados, com fome e machucados.

“O que a gente conseguiu salvar não é nem 10% dos animais que existiam na região”, afirma a médica veterinária Carla Sassi, uma das primeiras a chegar ao local para atuar como voluntária.

A mobilização reúne médicos veterinários de todo o país, principalmente dos estados mais próximos a Minas Gerais como São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Profissionais que, ao tomarem conhecimento da tragédia, deram uma pausa em seus compromissos e foram exercer a Medicina Veterinária de forma voluntária em Mariana. O trabalho inclui revezamento dia e noite no cuidado com os animais.

O presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), Benedito Fortes de Arruda, parabeniza os profissionais pela dedicação. “No início deste ano, quando ocorreram desastres com inundação em Alagoas, os médicos veterinários também atuaram voluntariamente na região. Através desses relatos sobre a situação em Mariana, o Conselho Federal de Medicina Veterinária mostra à sociedade o papel que o médico veterinário desempenha no campo social”, afirma.

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(Divulgação/CFMV)

Todos os animais foram vacinados, vermifugados, possuem uma ficha clínica com a medicação e a alimentação que devem receber, além de uma placa como nome do proprietário, quando identificado.

A maioria dos animais que estão no centro de recolhimento já foi identificada pelos proprietários, moradores dos distritos atingidos pela tragédia que ainda estão sem casa e, por isso, sem condições de retirá-los do local. Quando autorizado pelos donos, os animais são levados para castração.

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(Divulgação/CFMV)

“Buscamos principalmente o bem-estar desses animais que sofreram por dias perdidos ou atolados na lama. A satisfação profissional de poder ajudar é muito grande, principalmente quando conseguimos fazer o reencontro entre os donos e seus animais”, afirma Carla Sassi.

O trabalho ganhou apoio de alunos de residência em Medicina Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

A sede do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Minas Gerais será ponto de recolhimento de medicamentos e rações doadas que serão transportadas para Mariana.

(com informações da Assessoria de Comunicação do CFMV)

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