19 de novembro de 2017

Observatório do Clima aponta equívoco no discurso de Dilma na COP21

Foto; Roberto Stuckert Filho/PR
Foto; Roberto Stuckert Filho/PR

Para o Observatório do Clima, rede que reúne entidades da sociedade civil para discutir a questão das mudanças climáticas no Brasil, o discurso da presidente Dilma Rousseff durante a abertura da 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro da Organização das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP21) não trouxe novidades.

Na avaliação do grupo de entidades, Dilma reforçou pontos importantes para a posição brasileira: as questões do financiamento e da diferenciação e os ciclos de compromisso de cinco anos. Dilma também juntou-se a vários outros chefes de Estado para pedir que o acordo seja legalmente vinculante, num recado aos EUA e à Índia. 

A presidente afirmou que o Brasil irá aprofundar os esforços de redução de emissões de desmatamento com a Estratégia Nacional de REDD+, proposta antiga que não saiu do papel, no entender do Observatório. “Esta estratégia, em discussão há mais de cinco anos em Brasília, existe apenas nas intenções do governo e ainda sequer foi colocada em consulta pública, cobrança que já fizemos reiteradas vezes ao governo”, salienta Carlos Rittl, secretário executivo do Observatório do Clima.

Para o Observatório, a presidente se equivoca ao dizer que o compromisso do Brasil é maior do que sua responsabilidade. O grupo argumenta que, embora a meta brasileira seja maior do que a de vários países, é “claramente insuficiente para conter o aquecimento abaixo de 2°C, como todos os chefes de Estado se comprometeram a fazer”.

“Se todos os países saírem de Paris com a convicção demonstrada pela presidente de que estão fazendo o bastante, o mundo estará no rumo seguro de um desastre climático neste século”, conclui Rittl.

Sobre a Conferência – De hoje (30) até  11 de dezembro, representantes de 195 países e da União Europeia estão reunidos em Paris para a COP21.  A conferência tem a meta de chegar a um acordo que reduza as emissões de gases de efeito estufa para conter o aumento da temperatura média da Terra em 2 graus Celsius (ºC) até 2100, em relação aos níveis pré-Revolução Industrial. O Acordo de Paris deve entrar em vigor em 2020, em substituição ao Protocolo de Quioto, que prevê a redução de emissões de gases de efeito estufa apenas para países desenvolvidos.

(ECO Brasília, com informações do Observatório do Clima e Agência Brasil)

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