15 de novembro de 2017

Brasil apresenta ações em favor do clima

Baixo carbono: experiência brasileira (Foto: MMA)
Baixo carbono: experiência brasileira (Foto: Divulgação MMA)

Plano Agricultura de Baixo Carbono e atuação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Embrapa são mostrados em evento paralelo da COP 21

A sustentabilidade na agricultura está entre as políticas nacionais ligadas às mudanças do clima. Representantes do governo federal reuniram-se nesta quarta-feira (02/12), em Paris, para discutir o assunto nos Diálogos do Brasil na COP 21. Coordenados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), esses debates fazem parte da série de eventos paralelos da Cúpula do Clima (COP 21), que ocorre até o fim da próxima semana na capital francesa.

Os diálogos têm o objetivo de preparar os participantes da conferência, que deverá terminar com um acordo global capaz de impedir um aumento superior a 2ºC da temperatura média da Terra. Realizado na Embaixada do Brasil em Paris, o debate desta tarde concentrou-se em apresentar o Plano Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC) e as principais ações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

Conscientização

O uso da terra e florestas é o setor que mais diminuiu a parcela de participação nas emissões brasileiras de gases de efeito estufa. A redução decorre dos resultados alcançados a partir do combate ao desmatamento. Para o pesquisador Gustavo Mozzer, da Embrapa, a conscientização aparece como importante medida para dar continuidade ao processo. “A política está centrada no agricultor, para que ele possa ter uma visão de longo prazo da atividade que desenvolve e de como as mudanças climáticas podem afetá-lo”, explicou.
As ações desenvolvidas em nações vizinhas também foram apresentadas. O diretor de Mudanças Climáticas do Ministério da Agricultura do Uruguai, Walter Oyhantcabal, afirmou que o país foca em medidas de adaptação e aposta no trabalho com os agricultores. “Além de incrementar as safras, o trabalho junto aos produtores tem o objetivo de aumentar a resiliência e reduzir a vulnerabilidade de populações e áreas mais instáveis”, resumiu.

Saiba mais

Entre 2005 e 2012, o setor de uso da terra e florestas foi o que apresentou a maior queda nos níveis de emissões: mais de 1 bilhão de toneladas de carbono equivalente (tCO2e) abaixo do que foi projetado para 2020. O inventário de emissões do Brasil é feito pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e mostra que o país reduziu, até agora, 41,1% das emissões. Em 2012, foram 1,2 bilhão de toneladas de carbono contra as 2,04 bilhões de toneladas de carbono registradas em 2005.

(com informações da Ascom do Ministério do Meio Ambiente)

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