15 de novembro de 2017

Alterações na matriz elétrica são condição para retomada do crescimento

Dois estudos inéditos mostram como o Brasil pode avançar no uso eficiente de energia elétrica e na diversificação de fontes renováveis alternativas. Tais perspectivas são fundamentais no entendimento do setor produtivo para a recuperação da competitividade e a consolidação de um modelo de desenvolvimento sustentável no Brasil.

Um grupo de altos executivos das mais expressivas corporações em atuação no Brasil resolveu olhar para o futuro e realizou dois grandes estudos sobre a questão energética. Trata-se do Conselho de Líderes do CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável). Os documentos Financiamento à Energia Renovável: Entraves, Desafios e Oportunidades e Consumo Eficiente de Energia Elétrica: Uma Agenda para o Brasil serão apresentados em evento aberto e gratuito, em 5 de maio, no Museu do Meio Ambiente, no Rio de Janeiro. Paralelamente, os estudos também serão expostos a autoridades do poder público de diferentes esferas.

Os dois temas são considerados estratégicos pelo setor produtivo para a retomada da competitividade e para a construção de um modelo de desenvolvimento sustentável no país. “É impossível ignorar que as questões climáticas irão afetar diretamente as tomadas de decisões políticas e econômicas. Por isso, ambos os estudos já estão alinhados com os compromissos nacionais firmados no Acordo de Paris”, explica a presidente do CEBDS, Marina Grossi. Eles analisam oportunidades e desafios da situação atual frente ao uso eficiente da energia e à diversificação de fontes renováveis alternativas, além de apontar medidas práticas de avanços. São questões complexas e que causarão alterações profundas, inclusive de mercado, em um futuro próximo. “O Conselho de Líderes antecipou-se na análise de alguns desses desafios e quer dividir sua visão de futuro com o poder público e a sociedade. Somente com um pacto social bem consolidado, o país conseguirá avançar no sentido de uma economia sustentável, competitiva e socialmente justa”, completa Marina.

No compromisso firmado no Acordo de Paris, o Brasil se propõe a alcançar uma participação de 23% de fontes alternativas renováveis de energia na matriz elétrica (como eólica e fotovoltaica) e a promover uma conservação de energia da ordem de 10% até 2030. Até o momento, porém, não há nenhuma ação prevista no Plano Plurianual (PPA) do governo e persistem dificuldades, como a dependência do financiamento público para os projetos de energia alternativa, a forte percepção de risco dos investidores e a falta de visibilidade dos investimentos e ganhos líquidos resultantes de maior eficiência.

Os estudos do Conselho de Líderes cercam essas e outras questões, oferecendo alternativas que, se encampadas pelo poder público, ganharão escala para colocar o Brasil em linha com o desenvolvimento sustentável e o momento global. Dentre seus objetivos, estão:

– identificar o potencial de conservação de energia elétrica do Brasil;

– desenhar cenários de conservação de energia até 2030, com base na meta de eficiência elétrica da INDC (compromissos do Brasil no Acordo de Paris) e simulação da operação do Sistema Interligado Nacional (SIN);

– detectar as principais barreiras ao aproveitamento do potencial de conservação disponível;

– propor medidas para superar as barreiras hoje existentes e atingir os níveis de conservação de energia estabelecidos nos cenários simulados;

– avaliar o investimento necessário para a implementação dessa agenda e as alternativas para a captação dos recursos;

– mapear os fatores que ainda inibem o investimento na geração de energia renovável alternativa, tais como pequenas centrais hidrelétricas, energia eólica e fotovoltaica;

– elencar soluções financeiras, regulatórias e de mercado para a diminuição dos riscos de investimento  na geração alternativa de energia.

 

SERVIÇO

Data: 5 de maio

Horário: das 9h às 13h

Local: Museu do Meio Ambiente  (R. Jardim Botânico, 1.008, Jardim Botânico, Rio de Janeiro/RJ)

Programação

9h às 9h30 – Welcome coffee

9h30 às 9h50 – Abertura – Marina Grossi, presidente do CEBDS

9h50 às 10h10 – Apresentação do estudo Financiamento à Energia Renovável: Entraves, Desafios e Oportunidades – Gustavo Pimentel, diretor da Sitawi Finanças do Bem

10h10 às 10h20 – Análise por Shigueo Watanabe Junior, diretor científico do Instituto Escolhas

10h40 às 11h – Apresentação do estudo Consumo Eficiente de Energia Elétrica: Uma Agenda para o Brasil – Rafael Kelman, diretor da PSR Soluções e Consultoria em Energia

11h às 11h10 – Análise por Roberto Kishinami, diretor executivo do Instituto Clima e Sociedade (ICS)

11h10 às 11h30 – Perguntas da plateia

11h30 às 11h50 – Apresentação de estudo sobre mobilidade – Yuri Silveira Sanchez, diretor de mobilidade da Siemens

11h50 às 12h – Análise por Ronaldo Balassiano, professor da COPPE – Universidade Federal do Rio de Janeiro

12h às 12h20 – Perguntas da plateia

12h20 às 12h30 – Encerramento – Marina Grossi

 

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