15 de novembro de 2017

População idosa mais do que dobrará até 2050; especialista da ONU pede foco em direitos

População idosa mais do que dobrará até 2050; especialista da ONU pede foco em direitos

Envelhecimento da população constitui uma das transformações demográficas mais importantes do século 21. Pela primeira vez na história, a humanidade vai chegar a um ponto em que há menos crianças do que pessoas idosas no mundo. Encontro na Eslovênia debateu ações práticas sobre o tema.

“Os desafios à frente são conhecidos”, disse a especialista independente das Nações Unidas sobre o os direitos humanos das pessoas idosas, Rosa Kornfeld-Matte, durante a Conferência Internacional sobre o Envelhecimento em Brdo, na Eslovênia. Ela destacou que o número de pessoas com mais de 60 anos deverá aumentar mais do que o dobro globalmente, de cerca de 900 milhões de pessoas em 2015 para mais de 2 bilhões em 2050.

“Durante anos, o debate sobre o envelhecimento identificou lacunas no quadro internacional dos direitos humanos dos idosos”, disse Kornfeld-Matte. “Enfrentar essas lacunas e melhorar a implementação em nível global – este é o caminho a seguir.”

O envelhecimento da população constitui uma das transformações demográficas mais importantes do século 21. Pela primeira vez na história, a humanidade vai chegar a um ponto em que há menos crianças do que pessoas idosas no mundo.

“É hora de repensar o envelhecimento e avançar para soluções baseadas em direitos”, disse a especialista independente, pedindo a todos os governos que cumpram as suas obrigações para garantir que os idosos possam desfrutar de todo o espectro de seus direitos humanos e envelhecer com dignidade.

Os representantes dos Estados e organismos regionais e internacionais, bem como a sociedade civil, se reuniram no mês de abril, pela primeira vez, na Eslovênia para discutir formas e meios de fortalecer efetivamente os idosos. “Congratulo-me com a contribuição da Conferência no sentido de desviar o foco da discussão do balanço para a ação concreta”, observou ela.

A especialista recordou que o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, através da criação de seu mandato, deu um importante passo no sentido de resolver a lacuna de proteção existente.

No seu relatório global ao Conselho em setembro de 2016, Kornfeld-Matte vai olhar para todos os aspectos do mandato e incluirá um conjunto de melhores práticas e lacunas na implementação dos instrumentos existentes dentro das várias áreas temáticas relacionadas com as pessoas idosas.

Além disso, ela fará uma avaliação do impacto sobre os direitos humanos da implementação do Plano de Ação Internacional de Madrid sobre o Envelhecimento – um dos principais documentos políticos dedicados às pessoas idosas.

(ONU Brasil / Foto: frkasb/Flickr)

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