Governo de Brasília inaugura Aterro Sanitário

Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

Ainda em construção, local receberá na primeira célula de aterramento aproximadamente um terço da produção diária de lixo do DF 

Entrou em operação nesta terça-feira (17) o Aterro Sanitário de Brasília, espaço projetado para comportar 8,13 milhões de toneladas de rejeitos (materiais não reutilizáveis) e, com isso, ter vida útil de aproximadamente 13 anos.

Retomada em 2015, a construção ocorre gradativamente em quatro etapas. A primeira tem 110 mil metros quadrados (m²), divididos em quatro células de aterramento. Uma delas, de 44 mil m², começou a funcionar hoje. “Este é um momento histórico para a nossa cidade. Começamos a desativação gradativa do Lixão da Estrutural, conforme determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos, com a inclusão social dos catadores de materiais recicláveis”, disse o governador Rodrigo Rollemberg durante a inauguração na manhã de hoje.

A área é de 760 mil m², dos quais 320 mil são destinados a receber rejeitos. Por enquanto, será depositado no local aproximadamente um terço da produção diária de lixo do DF, que virá das usinas de tratamento do SLU no P Sul (Ceilândia) e na Asa Sul (Plano Piloto) e das áreas de transbordo de Brazlândia e Sobradinho. A estimativa da autarquia é que sejam aterradas entre 900 e mil toneladas por dia, o que equivale a 40 carretas. Na manhã de hoje, 14 veículos despejaram as primeiras toneladas de lixo no aterro.

A previsão é que a primeira etapa dure três anos e as três etapas subsequentes do aterro se estendam até 2030. Já há estudos do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) em andamento para efetuar uma expansão do aterro pra área contígua à atual, com potencial de aumentar a sua vida útil em 15 anos adicionais.

As técnicas utilizadas no aterro asseguram proteção ao meio ambiente e correto tratamento dos resíduos. São exemplos a impermeabilização do solo, o sistema de drenagem e a compactação diária, que reduzem o volume do lixo e evitam a contaminação de áreas vizinhas e a proliferação de animais, como roedores e urubus. O aterro receberá apenas rejeitos — método que minimiza impactos ambientais e que está previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010).

A Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê que os aterros sanitários somente poderão receber rejeitos — material que sobra após a retirada de tudo que pode ser reaproveitado. “Brasília tem o primeiro aterro sanitário do Brasil que vai receber só rejeito, e o começo da operação também simboliza o início do encerramento do segundo maior lixão do mundo”, disse diretora-presidente do SLU, Kátia Campos. O Aterro Controlado do Jóquei, o antigo Lixão da Estrutural, só será fechado após inauguração de centros de triagem, que estão em licitação, e a implementação, pela iniciativa privada, de espaços para acomodar resíduos da construção civil.

Estão previstos sete centros de triagem no DF: dois reformados — um no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) e outro no Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA) — e os demais a serem construídos — um na Asa Sul; um no Setor P Sul, em Ceilândia; e a Central de Tratamento de Resíduos Sólidos da Estrutural, com três centros de triagem e um de comercialização em área próxima à Cidade do Automóvel, às margens da Estrutural (DF-095).

Rollemberg destacou a ampliação e a inovação da coleta seletiva no DF, que, em cinco regiões, está sendo feita por cooperativas de catadores. “Esses trabalhadores farão a separação do material nos centros de triagem, que serão construídos. As licitações estão em andamento, e, em breve, começam as obras.” Enquanto isso não se concretiza, 900 catadores recebem auxílio financeiro de R$ 300. 

Custo do Aterro Sanitário de Brasília

O custo para construir a primeira etapa do Aterro Sanitário de Brasília e executar obras de infraestrutura é de cerca de R$ 45 milhões, com recursos exclusivos do SLU. Os pagamentos começam agora, com o início do funcionamento. O valor a ser repassado por mês depende da quantidade de rejeito que chegar periodicamente ao aterro. A operação do espaço é de responsabilidade do consórcio formado pelas empresas GAE, Construrban e DBO. Questionado pelo portal ECO Brasília, o SLU não informou o valor total da obra (quatro etapas).

(Com informações da Agência Brasília)

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