24 de setembro de 2018

Lançamento de livro sobre tecnologia social marca a abertura do 8º Encontro de Jornalistas – Nordeste

A publicação apresenta a Tecnologia Social Cisterna de Placas e faz um relato histórico da atuação da Fundação BB na sua reaplicação

Uma noite de depoimentos e agradecimentos. Foi assim que começou o 8º Encontro de Jornalistas – Nordeste, na noite desta quarta-feira (7), em Natal (RN).  Com o tema “Desenvolvimento Social e Políticas Públicas – os desafios da comunicação”, o evento que segue até sexta-feira (9), reúne 80 comunicadores, a maior parte do Nordeste, além de convidados de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Na abertura, o presidente da Fundação Banco do Brasil, José Caetano Minchillo destacou que o encontro é uma oportunidade para debater temas como Tecnologias Sociais e os programas que a Fundação BB desenvolve na região.  “É muito importante ter os veículos de comunicação nos auxiliando na visão de transformação social. Por que a escolha do Rio Grande do Norte? Ele representa muito bem o Nordeste, a região que é o centro da atuação da Fundação BB”, disse.

A abertura contou com a presença do gerente geral da Unidade Desenvolvimento Sustentável do Banco do Brasil, Rodrigo Nogueira, e do superintendente do Banco do Brasil no Rio Grande do Norte, Sergio Luiz Cordeiro de Oliveira.

Na oportunidade, a Fundação Banco do Brasil lançou o livro “Cisterna de Placas: Tecnologia Social como Política Pública para o Semiárido Brasileiro”, com a participação de representantes de parceiros, como Igor da Costa Arsky, do Ministério de Desenvolvimento Social (MDS), e Fernanda Cruz, da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA).

Moradora da comunidade indígena Amarelão, de João Câmara-RN, e uma das participantes do Programa Água para Todos, Rosânia Nascimento, participou do lançamento e disse que o livro permite que outras pessoas possam replicar a experiência da Fundação BB. “Ver uma publicação como essa é muito importante pra nós. Ela registra uma solução simples para um problema que enfrentamos em várias comunidades do país. Antes, na região do Semiárido, os moradores eram abastecidos com água de poço e cacimbão. Com o reservatório, o que antes eles iam buscar longe, hoje eles têm no quintal de casa”, destacou.

 

Livro

A publicação apresenta a Tecnologia Social Cisterna de Placas e faz um relato histórico da atuação da Fundação BB na sua reaplicação. Em 2001, o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social teve entre suas finalistas a “Cisterna de Placas Pré Moldadas”. A solução simples para o convívio com a seca foi desenvolvida por um baiano que trabalhava como pedreiro na construção de piscinas. Ele teve a ideia de montar reservatórios com placas de cimento para armazenar água das chuvas. A ideia foi disseminada no Nordeste e tornou-se uma alternativa para a população castigada pela seca.

Desde 2011, a reaplicação da tecnologia social Cisterna de Placas tem como objetivo universalizar o acesso à água em áreas rurais do Semiárido. Liderada pela ASA e movimentos sociais da região, transformou-se em política pública por meio do Programa Água para Todos, do Governo Federal.

A Fundação BB é um dos parceiros do Programa e, no prazo de aproximadamente um ano, finalizou o compromisso assumido de construir 60 milcisternas de placas. O projeto beneficiou diretamente cerca de 230 mil pessoas com renda per capita de até R$ 140 reais em 99 municípios dos nove estados que compõem o Semiárido brasileiro.

A versão digital da publicação encontra-se disponível aqui

(FBB)

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