24 de setembro de 2018

Derretimento na Antártica Ocidental é irreversível, aponta estudo

O derretimento das geleiras da Antártica é irreversível, segundo estudo divulgado por pesquisadores da NASA e da Universidade da Califórnia nesta semana. Entre as evidências que eles mostram, existe a observação de imagens dos últimos 40 anos da região no setor de Mar de Amundsen. O derretimento passou “do ponto de não retorno”, segundo o glaciologista e principal autor Eric Rignot, em Pasadena, Califórnia. O novo estudo já foi aceito para publicação na revista  norte-americana Geophysical Research Letters.

De acordo com os ambientalistas, o derretimento das geleiras contribui para a elevação do nível do mar, incluindo a camada de gelo da Groenlândia. A área tem gelo suficiente para elevar o nível global do mar pelo menos 1,2 metros. A constatação é que, segundo a pesquisa, o derretimento ocorre mais rápido do que a maioria dos cientistas esperava. Eric Rignot disse que os resultados vão exigir uma revisão das previsões atuais de aumento do nível do mar. “Este setor será um dos principais contribuintes para o aumento do nível do mar nas décadas e séculos vindouros”, alertou Rignot. Uma estimativa “conservadora”, segundo ele, é que pode demorar vários séculos para todo o gelo a fluir para o mar.

O estudo defende que existam as seguintes evidências:  mudanças na velocidade de fluxo, quantidade de gelo flutuando no mar,  inclinação do terreno que estão fluindo e  profundidade abaixo do nível do mar. A equipe utilizou observações de radar captadas entre 1992 e 2011 pelo Sensoriamento Remoto Europeu Terra (ERS-1 e -2) satélites para mapear as linhas de aterramento retiro para o interior.

(Portal EBC / Foto capa: Creative Commons)

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